PRODUTIVIDADE

 

Como ter Empresas Produtivas?

A criação de organizações produtivas dar-se-á apenas nas seguintes circunstâncias:

1.     Incentivo a um clima gerencial participativo e informal;

2.     Utilização de avançada e apropriada tecnologia e aumentar a qualidade dos produtos, a excelência dos serviços oferecidos e a produtividade perseguida;

3.     Obtenção da adesão e do compromisso de todos no esforço geral com o objetivo da produtividade do presidente à copeira da empresa;

4.     Disseminação das expectativas e políticas sobre produtividade da companhia no meio de todos os funcionários;

5.     Monitoria do progresso empreendido e identificação de áreas problemáticas;

6.     Divisão justa e eqüitativa de output da produtividade, não apenas entre a alta administração, como costumeiramente vista, mas para todos, sem exceção;

Como diz Ross Perot "Na guerra, você em primeiro lugar alimenta as tropas, depois os oficiais, porque, enquanto os oficiais planejam, as tropas lutam...";

Por quê?

Os índices econômicos nacionais, recentemente divulgados no relatório sobre o desenvolvimento mundial em 1988 - A Gestão da Economia Mundial: Oportunidades e Riscos, elaborado pelo Banco Mundial, confirma uma triste realidade, à qual nos submetemos como Nação, neste final de século, e que senão revertida urgentemente nos próximos anos, nos pode colocar nos porões do subdesenvolvimento, da miséria e da ignorância coletiva; sucatar nosso parque industrial, em acelerada obsolescência; desperdiçar uma força de trabalho jovem em comparação com outras nações mais desenvolvidas, e levar o País a um ambiente de convulsão social sem precedentes em nossa história.

Para enfrentarmos esta realidade paradoxal, temos de abandonar nossas intenções, mesmo que boas, e nos empenhar na restauração da produção e produtividade de nossas organizações, conseqüentemente da Nação - empresários, empregados, banqueiros, governo, universidades e igreja.

Desta maneira, os empresários incentivam o risco, a inovação tecnológica e o espírito empreendedor, sem os quais não podemos competir no mercado global e numa economia cada vez mais interdependente.

Os empregados produzem com maior paixão, determinação, participação, responsabilidade e abandonam a bandeira da luta entre classes - empregador X empregado, na qual apenas as lideranças sindicais lucram. Corporativistas e intelectualmente despreparadas para conviver no nosso ambiente sócio-empresarial.

Os banqueiros abdicam de suas visões de curto prazo, modernizam-se e empenham-se na implantação de um sistema de partnership, no qual a produção será privilegiada em detrimento do capitalismo de papel, concentrador e preguiçoso.

O Governo cria políticas lúcidas e estáveis em todas as áreas sócio-econômicas. Abole o intervencionismo castrador e elimina as políticas protecionistas, as quais, aparentemente, ambicionam o progresso e acabam, na verdade, por produzir o nepotismo, a corrupção, a mediocridade. Um sistema viciado e incapaz de premiar os mais competentes, que a sociedade se vê obrigada a custear, mesmo que pagando um alto preço.

As universidades substituem o academicismo teórico apesar de sua importância, no terreno do conhecimento e ingressam na aplicação de seus projetos de maneira agressiva e produtiva. Estas deverão funcionar como agentes da inovação científica e tecnológica, sem a qual não haverá produção ou produtividade.

A Igreja fecha o espaço entre o homem e o espiritual. Sem o qual acabaríamos como seres humanos que fazem barulho, mas não ouvem ou movimentam-se, portanto não se expressam.

As causas geralmente apresentadas para o nosso fracasso na batalha por mais produção e mais produtividade, variam de acordo com a tendência ideológica do convencionalista. No entanto, independentemente na corrente ideológica, poderemos sumarizá-la nas e seguintes:

·         Intervencionismo Estatal - o qual sangra a iniciativa privada;

·         Declínio nos investimentos, por ausência de recursos internos ou externos;

·         As restrições impostas pela nova Constituição ao capital estrangeiro, que, afugentado começou a ser repatriado;

·         A ausência de incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento de novas tecnologias;

·         Mudanças na composição da força de trabalho,

·         A passividade de nossas lideranças quer sejam empresários ou executivos de carreira, assumem formas diferentes mais são vestidos da mesma roupa, a saber:

1.     Responsabilidade não claramente definida e sistemas de prestação de contas frouxos ou não existentes, onde todos são responsáveis, porém ninguém assume.

2.     Fascínio por modismos gerenciais - círculos de qualidade, sistema de gestão, gerenciamento participativo, teoria X, Y e Z as quais, após seu impacto, quando exaurem seus potenciais tornam moribundo o esforço para a melhoria.

3.     Despreparo da gerência, a qual não se envolve totalmente no esforço para se obter a produtividade.

4.     A falta de preparo e de conhecimento por parte da força de trabalho que inibe sua compreensão sobre o significado da produtividade e de suas implicações quer na organização ou mesmo no ambiente macro da sociedade.

Precisamos nos tornar produtivos. Cada um, dentro do seu âmbito, deve provocar as mudanças necessárias para que isso ocorra.

 

Autor Desconhecido